Surfando Ondas Gigantes em Mar de Pedras
“Você pode continuar culpando o sistema… ou pode aprender a surfar dentro dele.”
Essa é a provocação central de Surfando Ondas Gigantes em Mar de Pedras, o primeiro livro de Carlos Augusto Marques. E ela não vem de teoria. Vem de quase três décadas vivendo, na prática, o desafio de inovar dentro de uma das estruturas mais complexas que existem: o setor público.
O livro parte de uma premissa simples, mas desconfortável para muitos:
o problema da inovação não é a falta de tecnologia.
É a dificuldade de mudar pessoas, cultura e decisões dentro de sistemas que foram criados, justamente, para evitar riscos.
Ao longo da obra, Carlos conduz o leitor por uma jornada que mistura experiência real, reflexão estratégica e uma linguagem acessível, sem cair no superficial. A metáfora do surf não é estética. Ela é estrutural. O mar representa o ambiente institucional. As ondas são as mudanças, crises e oportunidades. As pedras são as limitações invisíveis que moldam o que pode ou não acontecer.
E o leitor percebe rapidamente que não se trata de “dominar o mar”.
Se trata de aprender a ler o cenário, encontrar o timing certo e agir com consciência.
O primeiro grande insight do livro é entender que inovar em ambientes rígidos não é sobre romper tudo de uma vez. É sobre navegar com inteligência dentro das regras existentes. Como o próprio autor mostra, o setor público é sustentado por uma base sólida de legalidade. Ignorar isso não acelera a inovação. Só aumenta o risco de fracasso.
Na sequência, o livro mergulha em um dos pontos mais negligenciados da transformação: a cultura organizacional. Aquilo que não está escrito em nenhum manual, mas que determina o comportamento real das pessoas. Processos podem ser redesenhados. Sistemas podem ser atualizados. Mas, sem mudança de mentalidade, nada se sustenta.
Outro ponto forte da obra é a forma como trata a gestão da mudança. Aqui, Carlos não fala de forma abstrata. Ele traz a aplicação prática de modelos como o ADKAR, mostrando que toda transformação começa e termina nas pessoas. São elas que adotam, resistem ou simplesmente ignoram qualquer iniciativa.
O livro também aborda liderança de forma direta. Sem romantização. Em cenários de pressão e incerteza, o líder não é aquele que controla tudo. É aquele que consegue dar direção quando o ambiente parece caótico. É quem lê o contexto antes do impacto e cria condições para que a equipe avance com segurança.
Quando entra no tema tecnologia, o autor faz um movimento importante. Ele reposiciona o papel da inovação digital. A tecnologia, incluindo a inteligência artificial, não é tratada como protagonista. Ela é a ferramenta. A prancha. Sem estratégia, sem propósito e sem preparo humano, ela não resolve o problema. Pode até ampliá-lo.
Essa visão fica ainda mais clara quando o livro aborda momentos de crise. As chamadas “ondas monstruosas”. Situações em que não há tempo para planejamento ideal. É nesse ponto que se revela quem realmente está preparado para agir. E quem apenas esperava condições perfeitas para começar.
Ao final da leitura, fica evidente que o maior desafio não está no ambiente externo. Está no modelo mental de quem está tentando transformar esse ambiente. Não basta ter acesso à melhor tecnologia, aos melhores frameworks ou às melhores práticas. Se a forma de pensar não evolui, a execução também não evolui.
Surfando Ondas Gigantes em Mar de Pedras não é um livro de respostas prontas. É um mapa. Um guia para quem precisa tomar decisões reais, em contextos complexos, com impacto direto na vida das pessoas.
É leitura essencial para gestores, líderes, profissionais de tecnologia e qualquer pessoa que entenda que inovar não é um discurso. É uma responsabilidade.
Se você está nesse cenário, a pergunta não é se a onda vai chegar.
Ela já está se formando.
A pergunta é: você está preparado para entrar no mar?
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Autor
Carlos Augusto
Executivo de Contas Governamentais da Microsoft